segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Serão com Eurico Carrapatoso e Lopes-Graça
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Funcionamento da Casa Memória
Nos dias de hoje, qualquer visitante tem à sua disposição a exposição “A Divina Arte em tempo de mudança a qual, partindo do conceito defendido pelo próprio Lopes-Graça de que “a obra de arte é resultado da equação entre o artista e o seu meio”, pretende constituir uma primeira abordagem à vida musical tomarense nas duas primeiras décadas do século XX, período de juventude do então jovem compositor, através da amostragem de algum do espólio ali já reunido.
Nela se encontram fotografias ampliadas da Tuna Comercial e Industrial bem como da Serenata Tomarenses, fotografias dos músicos tomarenses mais conhecidos da época, para além do repertório da Banda Regimental do R.I.15, bilhetes e programas do Teatro Nabantino entre numerosos objectos de onde se destaca o “bandolim da menina Rosa”, primeiro instrumento tocado pelo menino Fernando Lopes da Graça, instrumento evocado pelo compositor nas suas “Recordações em Dó Maior” e cedido para esta exposição por Carlos Alberto Fernandes (Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Tomar).
Para além desta exposição, qualquer visitante tem ainda à sua disposição a Obra Literária e algumas partituras (ainda em catalogação), para além dos próprios CD’s com a obra do compositor, tudo resultado das numerosas doações que a Casa-Memória tem registado.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
In memoriam de Augusto e Aquiles Mota-Lima
Esta duas obras de Lopes-Graça têm na sombra a memória de Augusto Mota-Lima, um dos três irmãos com importância determinante na formação para a música do compositor tomarense ao introduzi-lo, desde muito novo, nos seus serões musicais.
A Sonatina nº1, composta em 1931, é a 10ª obra (opus 10) do catálogo de Fernando Lopes-Graça. È uma obra da modernidade musical da época, numa linguagem expressionista baseada num cromatismo livre, com um elevado grau de dificuldade, tanto para o violino como para o piano.
A obra foi revista em 1951 e tem expressa uma dedicatória a Augusto da Mota-Lima.
Essa dedicatória é justificada por, durante muitos anos, Lopes-Graça ter sido o acompanhador preferido de Augusto Mota-Lima, com quem actuou, frequentemente, durante toda a década de vinte nos mais variados concertos e audições de beneficência realizados em Tomar. O nome de Augusto Mota-Lima na partitura é sinal que o compositor quis assim perpetuar tal recordação e colaboração.
Tudo indica que, Augusto da Mota-Lima nunca terá tocado em público a Sonatina que lhe foi dedicada.
O Pequeno Tríptico tem a data de 1961, ano em que Lopes-Graça adoece chegando a estar internado e, em comum com a Sonatina, tem de novo a sombra de Augusto Mota – Lima.
De facto, em 1960, nas duplas comemorações – Henriquinas e da Fundação de Tomar, Aquiles da Mota-Lima foi um dos responsáveis pela parte cultural das mesmas, tendo querido organizar um concerto só com música de Lopes-Graça.
Sobre a não realização desse concerto já dissemos o que nos aprouve sobre o assunto no post anterior.
A 10 de Março desse ano e dentro da correspondência trocada com vista à realização de tal concerto, Aquiles insinua por carta ao compositor que, para tal concerto se você tivesse uma peça para o meu irmão Augusto tocar, que não fosse muito transcendente...
A insinuação do amigo foi ordem para o compositor, como se pode concluir da leitura de uma outra carta arquivada no mesmo processo em que, com a data de 28 de Março, Augusto Mota-Lima acusa a recepção de uma música de Lopes-Graça dizendo que a vou trabalhar como melhor interesse para ver se consigo que o compositor não se arrependa de ma ter confiado. Augusto da Mota-Lima estava então já um pouco doente, não podendo dar muitas horas de atenção ao violino e, só assim se explica o pedido de Aquiles de uma obra “não muito transcendente” para o irmão, assim como os receios do mesmo ao afirmar “a ver se consigo”...
A 24 de Abril, depois de se saber que já não haveria concerto, Augusto Mota Lima escreve a Lopes-Graça agradecendo a impressionante gentileza de ter escrito o seu tríptico com prejuízo dos seus afazeres e até das exigências do seu talento para que eu pudesse colaborar no concerto.
Por aqui ficamos a saber que o Pequeno Tríptico para Violino e Piano terá sido a obra não muito trascendente solicitada por Aquiles para seu irmão para o tal concerto que, acabou por também não ser executada por Augusto no violino e Fernando no Piano.
Não deixa de ser interessante que, passado meio século, num Auditório com o nome do compositor tomarense se ouçam as duas obras em causa, bem representativas do catálago do compositor, numa evocação não só do compositor do Requiem pelas Vítmias do Fascismo em Portugal como do seu tutelar amigo, Augusto da Mota-Lima, saudoso e importante violinista tomarense.
Trata-se de mais uma pequena estória de vida em torno de Fernando Lopes-Graça, o mais representativo compositor português do século XX onde, mais uma vez, o o local e o universal se tocam e confundem.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A propósito do Concerto comentado - Auditório Lopes-Graça -5 /12 - 17 horas
Na Evocação de Lopes-Graça em Dezembro de 2009, inserida na programação da Casa Memória Lopes-Graça, está incluída uma audição comentada (5 de Dezembro, 17 horas, Auditório Lopes-Graça) com duas obras, para violino e piano, de Lopes-Graça, a saber: A Sonatina nº 1 e o Pequeno Tríptico.
Curiosamente, são duas obras com fortes ligações a Tomar.
Acontece que, faz agora precisamente 50 anos, Tomar foi palco das duplas comemorações – as do Infante D. Henrique e as da fundação de Tomar.
Estas comemorações tiveram então enorme repercussão a nível nacional, com a presença do presidente da Republica, vários Ministros e uma programação que se espalhou ao longo do ano e onde se incluiu uma Festa dos Tabuleiros.
Em plena ditadura, às portas da guerra colonial, a escolha do cidadão para Director da Comissão responsável pela organização de tais Comemorações, recaiu em António Antunes da Silva, ex -candidato do Movimento de Unidade Democrática por Santarém e velho amigo de Fernando Lopes-Graça.
Pareciam estar reunidas as condições para a presença de Lopes-Graça e da sua música na sua terra natal. È assim que se inicia uma correspondência com Aquiles da Mota Lima, membro da dita Comissão e um dos irmãos Mota-Lima responsáveis pela introdução de Lopes-Graça na prática da música de câmara para, em conjunto com o compositor tomarense, organizar um concerto a realizar, no Cine-Teatro, só com obras de Lopes-Graça.
Para esse concerto acerta-se a colaboração do violinista Augusto da Mota-Lima, para tocar algo que não fosse muito transcendente, uma vez que já não se encontrava muito bem de saúde.
Pela correspondência trocada ficamos a saber que a escolha recaiu no Pequeno Tríptico, o qual seria executado por Augusto Mota – Lima ao violino e Lopes-Graça ao piano.
Teria sido, com toda a certeza um concerto de alta qualidade e recheado de afectividade.
Esta desfeita tomarense ao seu conterrâneo compositor mereceu do mesmo uma resposta amarga, dirigida a Aquiles, que aqui se deixa:
Vai esta sem as Excias protocolares para manter o caracter íntimo e, apesar de tudo, amigável, ao ter de lhe comunicar o quanto lamento (e o lamento não vai sem certa surpresa...) não se ter compreendido aí o que lhe expus na minha anterior carta, quanto à impossibilidade de transferir a data do concerto em Tomar. Esta data (1 de Maio) estava há já meses marcada por si próprio e eu não posso deixar de achar muito estranho que os grupos a que se refere não possam alterar, para não dizer não possam cumprir o seu calendário de actuações e se entenda por bem impor essa alteração a pessoas que, como profissionais de música que são, têm também os seus compromissos e estes também muito mais sérios, por sua natureza própria inflexíveis, do que os compromissos dos grupos amadores...É sempre a mesma história em Portugal... O amador é que é o artista respeitado, a quem tudo se pode consentir, o profissional não passa de um “chato”, que se subordine se quiser, senão quiser, adeus que se passa muito bem sem ele ...Que tristeza!!! Pois meu caro Aquiles de Lima, terão de facto de passar sem nós, isto é, sem o concerto, o que porventura irá ao encontro de desejos escondidos aí entre os salgueirais do Nabão. Tenho pena. E , estou certo que você, pessoalmente, também, apenas se vendo logrado na sua boa vontade. Mas assim talvez seja melhor: não “chatearemos” ninguém. A minha terra, à qual sinceramente acedi em dar um prova de referência ( e perdoe-me a imodéstia de dizer que não preciso dos possíveis louros que nela iria colher), a minha terra continua, ao que parece, o que dantes era... Não quero deixar de agradecer a generosidade da proposta para o concerto, na alternativa, se realizar em Novembro, em “fim de festa”. Será melhor, desde já não contarem com tal, porque nem eu nem os meus colaboradores podemos assegurar nada para essa altura, nem correr os riscos de outro possível adiamento, que de modo nenhum convém a gente que tem a sua vida profissional organizada. Queira aceitar, meu caro Aquiles, com as minhas amigas saudações, os meus agradecimentos pela boa-vontade manifestada por si na realização de um empreendimento, por ventura de antemão condenado ao fracasso. Seu
Curiosamente, é a Sonatina nº 1 para violino e piano de Lopes-Graça que tem uma dedicatória a Augusto da Mota –Lima, concluindo-se que o compositor a considerava uma obra muito mais transcendente que o tríptico.
Ora no dia 5 de Dezembro, pelas 17 horas, serão estas duas obras as apresentadas, pelo duo Dópio, evocando Fernando Lopes-Graça e, porque não, os irmãos Mota-Lima e as comemorações henriquinas de 1960.
sábado, 7 de novembro de 2009
Exposição Lopes Graça - Anos 20 - A Divina Arte em tempo de mudança
Foi Fernando Lopes-Graça quem afirmou que a obra de arte é o produto de uma equação entre o artista e o seu meio.
Ora o período de juventude do compositor consumou-se em Tomar, através de uma formação profundamente humanista, numa convivência entre mocidade e adultos, no seio de uma prática social marxista onde o nível etário não se mensurava pela idade civil mas antes pelo conflito e pela luta de ideias, isto é, onde jovens eram considerados apenas aqueles que partilhavam uma cultura de ideias jovens, conceito interior e não diacrónico para pensamentos inovadores que ajudassem a compreender e a construir o futuro.
Foi Romain Rolland um dos autores incontornáveis e inspirador desta prática sócio-política, através de uma obra já então conhecida e citada por Lopes-Graça no seu jornal A Acção.
Romain Rolland propõe uma nova atitude cultural que problematiza o homem quer enquanto indivíduo quer enquanto membro da sociedade, visão que viria a ser assumida e aprofundada, entre nós, por Bento de Jesus Caraça (in A cultura Integral do Indivíduo, 1933) e que influenciaria, não só o percurso ideológico como estético do compositor Lopes-Graça.
As primeiras intervenções cívicas e artísticas de Lopes-Graça em Tomar são testemunho desta identificação ideológica neste registo de companheirismo: A Sociedade Promotora de Concertos, organização vocacionada para a divulgação da música erudita entre os tomarenses (“Criar e desenvolver o gosto pela Divina Arte”) e no seio da qual o compositor estreou a sua primeira obra de catálogo (Variações para piano sobre um tema popular português), ou mesmo o próprio Jornal A Acção (de que Lopes-Graça foi co-fundador e 1º Director), são exemplos de actividades onde deparamos com o jovem Lopes da Graça numa militância cultural solidária em grupos constituídos por velhos republicanos, reputados e prósperos comerciantes da cidade, lado a lado com jovens estudantes e jovens trabalhadores da sua geração.
A Casa Memória Lopes-Graça pretende contribuir para o conhecimento do meio sócio-musical onde a criatividade do compositor tomarense começou por brotar, não só enquanto produto do seu engenho, mas também da sociedade de que era membro.
Para isso, começamos pela abordagem dos anos vinte tomarenses enquanto seu período de juventude.
Foi uma época de mudança - da monarquia para a República, do socialismo utópico para o socialismo real, do romantismo para o expressionismo, da cultura religiosa para a cultura laica, do futurismo para o neo-realismo, da divina arte para a música autónoma.
Foi também uma época de mudança no percurso de vida do compositor - da adolescência para a idade adulta, de Tomar para Lisboa, das fitas mudas do Salão Paraíso para as fitas mudas do Palácio Foz.
Foi o tempo tomarense da Serenata e da Tuna, da Banda Regimental e da Orquestra Sinfónica, das Operetas e dos Saraus de beneficência, da Sociedade Promotora de Concertos e da música no cinema mudo, dos concertos (Quintas e Domingos) da Banda Regimental no coreto e dos serões musicais em casa dos Mota Lima, do Salão Paraíso e do Teatro Nabantino e, claro, do Orfeão Tomarense, da Gualdim Pais e da Nabantina.
A tudo isto temos de juntar os sons da natureza e o chiar das rodas do Nabão para toparmos com uma comunidade viva e cheia de música, envolvente e transversal na formação do futuro compositor português.
Com A Divina Arte em tempo de Mudança, pretende-se evocar o compositor tomarense no Mês do seu nascimento, através de uma primeira mostra de sinais e vestígios que contribuam, mesmo que de forma muito restrita para o saber, não só da vida musical tomarense de então como, simultaneamente, dos andares do futuro compositor Fernando Lopes-Graça, o filho do Sr. Silvério, enquanto membro activo de tal comunidade.
António de Sousa
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Lopes-Graça na Igreja de S.João Baptista

Lopes-Graça no Convento de Cristo

quinta-feira, 9 de julho de 2009
Lopes-Graça à porta de sua casa
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Edições da Casa - Memória
terça-feira, 16 de junho de 2009
Identificação de Orfeonistas - Tarefa cívico-artística
António de Sousa
terça-feira, 2 de junho de 2009
A aquisição de duas cartas de LG - para uma informação
Tratam-se de duas cartas, datadas de 1935, com 2 páginas cada, adquiridas em leilão e que reportam à estadia e permanência do compositor em Coimbra após a sua prisão e residência fixa em Alpiarça.
No ano de 1935, Fernando Lopes-Graça era professor no Instituto de Música de Coimbra, aluno da Faculdade de Letras da Universidade daquela cidade para onde foi residir em 1932, ano em que iniciou a sua colaboração com a Revista Presença e em que foi eleito Presidente da Assembleia Geral do Centro Republicano Académico. .
As duas cartas manuscritas em causa são precisamente de Lopes-Graça para os seus companheiros da Direcção da CRA.
A importância destes dois pequenos manuscritos assenta, em primeiro lugar, no teor das cartas, as quais revelam divergências com os seus companheiros de direcção e, inclusive, de um pedido de demissão que lhes apresentou. Estamos em presença de uma documentação que comprova uma forma de estar na vida de Lopes-Graça, para quem a verdade é o valor pelo qual tudo faz e sacrifica, incluindo divergências com companheiros de percurso político e ideológico.
Em segundo lugar, trata-se de um episódio não conhecido, importante para o aprofundamento do conhecimento da sua estadia por terras do Mondego.
Por último, trata-se de uma época em que o compositor continua a manter fortes ligações a Tomar (foi colega de república de Augusto Tamagnini e de outros tomarenses) e que por isso mesmo deverá ser, no futuro, uma época para cuja recolha de informação e documentação a Casa Memória mais vocacionada estará.
O preço pedido tratando-se de documentos históricos comprados em leilão, é aceitável e não pode ser considerado despropositado ou especulativo.
Por último, o facto de constituir um claro enriquecimento do espólio da Casa Memória Lopes-Graça que, recorde-se, tem vindo a ser melhorado com diversas doações particulares, o que não deixa de ser importante aos olhos de toda a comunidade cientifica.
Tomar, 6 de Abril de 2008
António Luís Linhares Corvelo de Sousa
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Das doações
Uma outra doação foi a de Américo e Eugénia de Oliveira Brito, antigos elementos do Coro da Academia de Amadores de Música, que doaram todo o seu enorme acervo documental sobre o Coro e o sobre o compositor tomarense, num total de centenas de objectos, fotografias, programas e documentos, reunidos e conservados a partir dos anos 60 do século passado (onde se inclui muita documentação rara e primeiras edições), acervo que actualmente se encontra em fase da catalogação.
- Aquiles da Mota Lima.
- Orfeão Tomarense,
- Jacinto Teixeira de Carvalho
- Eng. Maia Pereira
- Fernando de Araújo Ferreira
- João Coimbra
- Carlos Alves
- Fernando Lopes-Graça
- Câmara Municipal de Tomar
- Augusto Alves Henriques
- António Cartaxo da Fonseca
- Associação Canto-Firme
- António de Sousa
- Professor Magalhães
- Cine-Teatro de Tomar
- Manuel Maria Patrocínio
José Eduardo Martins em Tomar
Dado tratar-se de uma palestra-concerto, a sua realização esteve a cargo da Escola de Música Canto-Firme, tendo a respectiva apresentação sido da responsabilidade do Professor Mário Vieira de Carvalho em representação do CESEM.
No público puderam-se referenciar dezenas de alunos e professores de música, melómanos tomarenses e de fora de Tomar, para além de variadas personalidades do meio musical nacional.
Este concerto-comentado, que contou com o apoio da Antena 2, teve a duração de cerca de duas horas perante o interesse geral do público. A Câmara Municipal apoiou naturalmente este evento, tendo o respectivo Presidente oferecido uma salva com inscrição a assinalar o acontecimento.
José Eduardo Martins visitou ainda a Casa-Memória Lopes-Graça assinando o respectivo Livro de Honra onde deixou expresso: È com profunda emoção que entro e percorro a casa que viu nascer o grande mestre Lopes-Graça (…) o maior nome da música do século XX em Portugal.
CASA-MEMÓRIA LOPES-GRAÇA - APRESENTAÇÃO
Para a cidade de Tomar, a Casa Memória Lopes-Graça vai assumir-se como um complemento dos núcleos museológicos de arte e cultura contemporâneos já existentes, contribuindo para a afirmação e divulgação de Tomar, enquanto referência artística da contemporaneidade.
Junto da população visa-se um trabalho pedagógico na divulgação da obra do compositor, com especial atenção às camadas mais jovens, trabalhando em rede com Escolas Vocacionais e Genéricas, assim como com Associações e Colectividades.
A actividade regular da Casa Memória Lopes-Graça deverá ainda constituir uma mais-valia para a crescente valoração e conhecimento da cidade de Tomar, através da afirmação e importância da cidade enquanto referência e terra natal do compositor no imaginário nacional.
No contexto da música, a Casa Memória Lopes-Graça deverá assumir-se como centro de divulgação da história da música local e nacional, assumindo uma vertente de informação, animação e divulgação musical para os variados públicos-alvo, desenvolvendo transversalidades com o turismo, a cultura e a educação, no âmbito das opções e projectos políticos da Autarquia.
A Casa-Memória encontra-se aberta às Quartas, Quintas e Sextas-Feiras, de manhã e de tarde e nela qualquer pessoa pode adquirir publicações da autarquia, ler livros, consultar documentação e ouvir música.
Este blog tem como missão realizar a ligação entre todos aqueles, melómanos, musicólogos, músicos, tomarenses e outros cidadãos, que de alguma forma queiram contribuir para os objectivos da Casa-Memória Lopes-Graça.
A Casa Memória Lopes-Graça, casa natal do compositor doada à autarquia pelo seu último proprietário, Senhor Rui Manuel Dias Costa, tem como Coordenador Cientifico António Luís Linhares Corvelo de Sousa, Director Artístico do Coro Canto-Firme e autor da dissertação de mestrado apresentada na Universidade Nova de Lisboa – Tomar na Vida e Obra de Fernando Lopes-Graça.