quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Concurso de Piano Lopes-Graça -14,15 e 16 de Maio
Fruto do entusiasmo de Olga Prats e da Associação Canto-Firme de Tomar, através da sua Escola de Música, desde 1999 que, de dois em dois anos, se realizam os Concursos de Piano Lopes-Graça. A sua realização passou por grandes dificuldades que só o empenho de pianistas como Miguel Henriques e Fausto Neves para além, obviamente, de Olga Prats, permitiram a sua sobrevivência. Através da elaboração de um Protocolo entre a Escola de Música Canto-Firme e a Casa Memória Lopes-Graça ficou estabelecido que a organização deste Concurso passasse para a Cãmara Muncipal de Tomar através da Casa Memória Lopes-Graça, com apoio técnico e logístico da Escola de Música Canto-Firme. Pretende-se com esta medida melhorar as condições de organização e garantir não só a periodicidade do concurso como o tempo de maturação e reflexão necessária à sua evolução. A edição de 2010 será a primeira edição organizada nestas novas condições e espera-se que a mesma possa corresponder às novas espectativas criadas.
Casa memória organiza concurso de piano
PROJECTO PARA O CONCURSO LOPES-GRAÇA
- DISCIPLINA DE PIANO - 2010
Tomar, 14, 15 e 16 de Maio
1. Objectivos Gerais do Concurso
• Incentivar alunos e professores da Rede Nacional de Ensino Artístico, para a prática do repertório para piano de Fernando Lopes - Graça;
• Incentivar professores e alunos da Rede Nacional de Ensino Artístico, para a pesquisa e estudo de obras de compositores portugueses;
• Evocar Lopes - Graça na sua cidade natal.
2. Participantes
Alunos do Ensino Vocacional Especializado, Técnico-Artístico e Ensino Superior de Piano.
Nível Básico – Escalão A – Alunos dos 10 aos 11 anos
Escalão B – Alunos dos 12 aos 14 anos
Nível Médio – Alunos com frequência do 5º ao 8º Grau do Ensino Vocacional
Especializado ou do 9º ao 12º ano do Ensino Técnico-Artístico.
Nível Superior – Frequência do Curso Superior de Piano
3.Programa a apresentar
I.Nível Básico A
Eliminatória
J.S. Bach- (Ed, Urtext )- Uma obra a escolher entre:
O Livro de Ana Magdalena Bach, 23 Peças Fáceis, Pequenos Prelúdios e Fugas.
F.Lopes-Graça – uma ou mais obras a escolher entre:
O Livro das Crianças-
Álbum do Jovem Pianista : Prelúdio, Coral, Rondel, Acalanto , Folha de Álbum, , Cantiga de Roda, Bailata, Melodia Distante,.
Final
Sonatina completa
Compositores Portugueses: uma ou mais obras da listagem que perfaçam até 13 minutos
I.Nível Básico B
Eliminatória
J.S. Bach- (Ed, Urtext )- Uma obra a escolher entre:
Invenção a duas vozes ou tres vozes.
F.Lopes-Graça – uma ou mais obras a escolher entre:
Álbum do Jovem Pianista : Repouso, Exercício de Harmonia, Pequeno Passeio Matinal, Canção sem Palavras, Chula, As Terceirinhas do Padre Inácio, Canto de Alva, Canto dos Pequenos Pedintes p’los Santos, Alla Bartók, Espanholita .
Danças Breves : I , II e IV
Final
Sonata completa
Compositores Portugueses: uma ou mais obras da listagem que perfaçam até 13 minutos.
II. Nível Médio
Eliminatória
J.S. Bach (Ed. Urtext) - 1 Invenção a três vozes ou 1 Prelúdio e Fuga do “Cravo Bem Temperado” (1º e 2º Caderno)
F. Lopes-Graça – uma obra a escolher entre:
• Álbum do Jovem Pianista: Chula, As Terceirinhas do Padre Inácio e Canto de Alva (as três constituem uma obra).
• Canto dos Pequenos Pedintes p’los Santos, Alla Bartok e A Espanholita (as três constituem uma obra).
• Passo Trocado, Pequena Contenda em forma de Tocata e Jornada Gloriosa (as três constituem uma obra)
• Três Epitáfios
• Danças Breves: III, V, VII, VIII , IX
• Suite nº 1 em homenagem a Bartok
• Suite nº 2 em homenagem a Bartok
• Suite nº 3 em homenagem a Bartok
• Ao fio dos anos e das horas 1, 3, 14 (as três constituem uma obra)
• Glosas sobre Canções Tradicionais Portuguesas nº 1, 7, 9 (as três constituem uma obra)
• Sonatina Recuperada nº1
• Sonatina Recuperada nº2
• Três Velhos Fandangos Portugueses
• Cinco Nocturnos
Final
Sonata completa (Ed. Peters) – Haydn, Mozart ou Beethoven
Compositores Portugueses: uma ou mais obras da listagem que perfaçam até 15 minutos.
III. Nível Superior
Eliminatória:
J.S.Bach- (Ed. Urtext) -Uma obra a escolher entre:
Prelúdios e Fugas do Cravo Bem Temperado( 1º e 2º Caderno), Suite Inglesas, Partitas, Suites Francesas, Toccatas, Concerto Italiano, Fantasia Cromatica e Fuga..
F.Lopes-Graça: uma obra a escolher entre:
Preludio Canção e Dança
Glosas sobre Canções Tradicionais Portuguesas nº3,5,8,11 ( as quatro constituem uma obra)
Ao fio dos Anos e das Horas nº 7, 8, 9, 15 (as quatro constituem uma obra)
Variações sobre um Tema Popular Português
Suite em homenagem a Bartok nº6
Suite em homenagem a Bartok nº7
Sonatas nº 1 , nº 2 ou nº3
Final
Sonata completa (Ed. Peters) - Haydn, Mozart ou Beethoven
Compositores Portugueses: uma ou mais obras da listagem que perfaçam até 20 minutos.
Observações
Todas as provas serão públicas.
A organização reserva-se o direito de registar imagens e/ou som de qualquer prova.
As provas deverão ser executadas de memória.
Se o Júri considerar conveniente poderá solicitar, em cada prova, que se execute de novo todas ou alguma das obras apresentadas.
4.Inscrição
As inscrições decorrerão até 23 de Abril de 2010.
Os participantes deverão enviar:
Boletim de inscrição preenchido;
Cheque no valor de 40 Euros, em nome de Câmara Municipal de Tomar;
Fotocópia do Bilhete de Identidade;
Fotografia tipo passe;
Documento comprovativo das habilitações (para o nível Médio e Superior).
5. Constituição do Júri e Organização do Concurso
Presidente e Directora Artística: Olga Prats.
Vogais: Miguel Henriques, Fausto Neves; Jaime Mota
Secretária Geral do Júri: Gláucia Leal.
Coordenador: António Luís Linhares Corvelo de Sousa
Auxiliar de Coordenação: Célia Carrasquinha
6. Concurso
A ordem de apresentação dos concorrentes será sorteada previamente.
Haverá pianos para estudo.
As eliminatórias e finais serão realizadas nos dias 14 a 16 de Maio de 2010.
No dia 16 de Maio realiza-se o Concerto dos Laureados (com programa a escolher pelo Júri) seguindo-se a distribuição dos Diplomas e Prémios.
7. Prémios
Nível Básico: A e B : Ofertas diversas de lojas de música.
Nível Médio: Primeiro Prémio: 800 Euros
Segundo Prémio: 400 Euros
Nível Superior: Primeiro Prémio: 1000 Euros
Segundo Prémio: 500 Euros
Melhor Intérprete de Lopes-Graça: 250 euros
O Primeiro Prémio não pode ser atribuído ex-aequo.
O Segundo Prémio não pode ser atribuído ex-aequo.
O Júri pode atribuir Menções Honrosas.
Serão atribuídos diplomas de Finalista.
Não poderão concorrer ao mesmo Nível os vencedores de edições anteriores deste Concurso.
8. Disposições Finais
O Júri pode suspender uma prova caso entenda que o concorrente não se encontra preparado.
As decisões do Júri são soberanas e delas não haverá recurso.
Todos os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos de acordo com a organização deste Concurso.
Listagem de obras de Compositores Portugueses
Nível Básico A E B
Armando José Fernandes – Prelúdios 1 e 4.
António Fragoso – Três Peças do séc. XVIII
Canção e Dança Portuguesa
Dança Popular
Botelho Leitão – Arabesco, Adormecendo a Boneca (do Álbum para as crianças)
Carlos Seixas – Toccatas
Cláudio Carneiro - Paciências de Ana Maria (cada duas perfazem uma obra)
Constança Capdeville – Caixinha de Música
Frederico de Freitas – O Livro de Maria Frederica
Hernani Torres – Le Fileuse
Luís de Freitas Branco- Prelúdios
Tomás Borba – Folha de Álbum
Sérgio Azevedo - Bicharada op.26
Ludus op.29 - nºs 4, 5, 7, 9, 12, 14.
Nível Médio
António Vitorino de Almeida: Prelúdios nº 1, 3, 5
António Fragoso: Prelúdios nº2, 3, 4, 5, 6.
Armando José Fernandes: Prelúdios 2, 3, 4.
Cláudio Carneiro: Pavana – Minuete.
Fernando Correia de Oliveira - Estudo VII (dos "Estudos de Pequena Virtuosidade") (ed. Parnaso, Porto)
Francisco Lacerda: Papillons.
Frederico de Freitas: Dança para Piano.
Ciranda (ed. Schott)
Jorge Cronner de Vasconcellos: Três Tocatas a Carlos Seixas.
Scherzo
Luiz Costa: Roda o Vento nas Searas, Conto de Fadas, Prelúdio 2, 5, 7.
Cachoeiras da Serra (ed.Sassetti)
Luiz de Freitas Branco: Duas Danças, Prelúdios 1, 4, 7, 9, 11.
Óscar da Silva: Imagens opus 6 nº1 e nº 2 (perfazem uma obra).
Rey Colaço: Canção do Mondego, Fado nº 6, Canto Flamengo.
Sérgio Azevedo: 5 Peças Rústicas, 5 Retratos, IVa Sonatina Piccola.
Viana da Mota: Cenas Portuguesas- Chula, Valsa Caprichosa.
Nível Superior
António Vitorino de Almeida: Sonatina nº1, Tema e Variações op.1, Prelúdios nº9, 11 e 12 (os três perfazem uma obra).
António Fragoso: Prelúdios nº 1 e nº 7 (perfazem uma obra).
Armando José Fernandes: Cinco Prelúdios (perfazem uma obra).
Berta Alves de Sousa - Três Prelúdios (ed. Fermata, Porto)
Cláudio Carneiro: Jogos Florais.
Eduardo Patriarca - Três Mantras e Meditação (ed.AVA)
Filipe Pires - Três Bagatelas 0p.1
- Partita
Filipe de Sousa: Sonatina nº 1, Sonatina nº 2.
Francisco Lacerda: Sonatina.
João Pedro Oliveira - Pirâmides de Cristal (ed.Câmara de Matosinhos/Oficina Musical)
Jorge Cronner de Vasconcellos: Partita.
Jorge Peixinho: In folio. Para Constança.
Luís de Freitas Branco: Mirage ( as duas perfazem uma obra), Prelúdios (dos 15 dedicados a Viana da Mota), nº 2, 3, 5 e 6 (perfazem uma obra) e nº 8, 10 e 12 (perfazem uma obra).
Maria de Lurdes Martins: Grotesca.
Óscar da Silva: Imagem opus 6 nº 3, 4 e 5 (perfazem uma obra).
Viana da Mota: Cenas Portuguesas- Cantiga de Amor, Balada, Chula.
Sergio Azevedo: 24 Bagatelas.
9. Das obras a concurso
A organização poderá facultar as obras que o concorrente pretende apresentar a concurso, nas seguintes condições:
. Mediante a inscrição prévia no concurso;
. Mediante o envio de cheque no valor de 25 euros, acompanhado do título das obras que o aluno pretende apresentar no concurso. Neste caso, o valor entregue não será devolvido caso o interessado não concretize a inscrição.
- DISCIPLINA DE PIANO - 2010
Tomar, 14, 15 e 16 de Maio
1. Objectivos Gerais do Concurso
• Incentivar alunos e professores da Rede Nacional de Ensino Artístico, para a prática do repertório para piano de Fernando Lopes - Graça;
• Incentivar professores e alunos da Rede Nacional de Ensino Artístico, para a pesquisa e estudo de obras de compositores portugueses;
• Evocar Lopes - Graça na sua cidade natal.
2. Participantes
Alunos do Ensino Vocacional Especializado, Técnico-Artístico e Ensino Superior de Piano.
Nível Básico – Escalão A – Alunos dos 10 aos 11 anos
Escalão B – Alunos dos 12 aos 14 anos
Nível Médio – Alunos com frequência do 5º ao 8º Grau do Ensino Vocacional
Especializado ou do 9º ao 12º ano do Ensino Técnico-Artístico.
Nível Superior – Frequência do Curso Superior de Piano
3.Programa a apresentar
I.Nível Básico A
Eliminatória
J.S. Bach- (Ed, Urtext )- Uma obra a escolher entre:
O Livro de Ana Magdalena Bach, 23 Peças Fáceis, Pequenos Prelúdios e Fugas.
F.Lopes-Graça – uma ou mais obras a escolher entre:
O Livro das Crianças-
Álbum do Jovem Pianista : Prelúdio, Coral, Rondel, Acalanto , Folha de Álbum, , Cantiga de Roda, Bailata, Melodia Distante,.
Final
Sonatina completa
Compositores Portugueses: uma ou mais obras da listagem que perfaçam até 13 minutos
I.Nível Básico B
Eliminatória
J.S. Bach- (Ed, Urtext )- Uma obra a escolher entre:
Invenção a duas vozes ou tres vozes.
F.Lopes-Graça – uma ou mais obras a escolher entre:
Álbum do Jovem Pianista : Repouso, Exercício de Harmonia, Pequeno Passeio Matinal, Canção sem Palavras, Chula, As Terceirinhas do Padre Inácio, Canto de Alva, Canto dos Pequenos Pedintes p’los Santos, Alla Bartók, Espanholita .
Danças Breves : I , II e IV
Final
Sonata completa
Compositores Portugueses: uma ou mais obras da listagem que perfaçam até 13 minutos.
II. Nível Médio
Eliminatória
J.S. Bach (Ed. Urtext) - 1 Invenção a três vozes ou 1 Prelúdio e Fuga do “Cravo Bem Temperado” (1º e 2º Caderno)
F. Lopes-Graça – uma obra a escolher entre:
• Álbum do Jovem Pianista: Chula, As Terceirinhas do Padre Inácio e Canto de Alva (as três constituem uma obra).
• Canto dos Pequenos Pedintes p’los Santos, Alla Bartok e A Espanholita (as três constituem uma obra).
• Passo Trocado, Pequena Contenda em forma de Tocata e Jornada Gloriosa (as três constituem uma obra)
• Três Epitáfios
• Danças Breves: III, V, VII, VIII , IX
• Suite nº 1 em homenagem a Bartok
• Suite nº 2 em homenagem a Bartok
• Suite nº 3 em homenagem a Bartok
• Ao fio dos anos e das horas 1, 3, 14 (as três constituem uma obra)
• Glosas sobre Canções Tradicionais Portuguesas nº 1, 7, 9 (as três constituem uma obra)
• Sonatina Recuperada nº1
• Sonatina Recuperada nº2
• Três Velhos Fandangos Portugueses
• Cinco Nocturnos
Final
Sonata completa (Ed. Peters) – Haydn, Mozart ou Beethoven
Compositores Portugueses: uma ou mais obras da listagem que perfaçam até 15 minutos.
III. Nível Superior
Eliminatória:
J.S.Bach- (Ed. Urtext) -Uma obra a escolher entre:
Prelúdios e Fugas do Cravo Bem Temperado( 1º e 2º Caderno), Suite Inglesas, Partitas, Suites Francesas, Toccatas, Concerto Italiano, Fantasia Cromatica e Fuga..
F.Lopes-Graça: uma obra a escolher entre:
Preludio Canção e Dança
Glosas sobre Canções Tradicionais Portuguesas nº3,5,8,11 ( as quatro constituem uma obra)
Ao fio dos Anos e das Horas nº 7, 8, 9, 15 (as quatro constituem uma obra)
Variações sobre um Tema Popular Português
Suite em homenagem a Bartok nº6
Suite em homenagem a Bartok nº7
Sonatas nº 1 , nº 2 ou nº3
Final
Sonata completa (Ed. Peters) - Haydn, Mozart ou Beethoven
Compositores Portugueses: uma ou mais obras da listagem que perfaçam até 20 minutos.
Observações
Todas as provas serão públicas.
A organização reserva-se o direito de registar imagens e/ou som de qualquer prova.
As provas deverão ser executadas de memória.
Se o Júri considerar conveniente poderá solicitar, em cada prova, que se execute de novo todas ou alguma das obras apresentadas.
4.Inscrição
As inscrições decorrerão até 23 de Abril de 2010.
Os participantes deverão enviar:
Boletim de inscrição preenchido;
Cheque no valor de 40 Euros, em nome de Câmara Municipal de Tomar;
Fotocópia do Bilhete de Identidade;
Fotografia tipo passe;
Documento comprovativo das habilitações (para o nível Médio e Superior).
5. Constituição do Júri e Organização do Concurso
Presidente e Directora Artística: Olga Prats.
Vogais: Miguel Henriques, Fausto Neves; Jaime Mota
Secretária Geral do Júri: Gláucia Leal.
Coordenador: António Luís Linhares Corvelo de Sousa
Auxiliar de Coordenação: Célia Carrasquinha
6. Concurso
A ordem de apresentação dos concorrentes será sorteada previamente.
Haverá pianos para estudo.
As eliminatórias e finais serão realizadas nos dias 14 a 16 de Maio de 2010.
No dia 16 de Maio realiza-se o Concerto dos Laureados (com programa a escolher pelo Júri) seguindo-se a distribuição dos Diplomas e Prémios.
7. Prémios
Nível Básico: A e B : Ofertas diversas de lojas de música.
Nível Médio: Primeiro Prémio: 800 Euros
Segundo Prémio: 400 Euros
Nível Superior: Primeiro Prémio: 1000 Euros
Segundo Prémio: 500 Euros
Melhor Intérprete de Lopes-Graça: 250 euros
O Primeiro Prémio não pode ser atribuído ex-aequo.
O Segundo Prémio não pode ser atribuído ex-aequo.
O Júri pode atribuir Menções Honrosas.
Serão atribuídos diplomas de Finalista.
Não poderão concorrer ao mesmo Nível os vencedores de edições anteriores deste Concurso.
8. Disposições Finais
O Júri pode suspender uma prova caso entenda que o concorrente não se encontra preparado.
As decisões do Júri são soberanas e delas não haverá recurso.
Todos os casos omissos no presente regulamento serão resolvidos de acordo com a organização deste Concurso.
Listagem de obras de Compositores Portugueses
Nível Básico A E B
Armando José Fernandes – Prelúdios 1 e 4.
António Fragoso – Três Peças do séc. XVIII
Canção e Dança Portuguesa
Dança Popular
Botelho Leitão – Arabesco, Adormecendo a Boneca (do Álbum para as crianças)
Carlos Seixas – Toccatas
Cláudio Carneiro - Paciências de Ana Maria (cada duas perfazem uma obra)
Constança Capdeville – Caixinha de Música
Frederico de Freitas – O Livro de Maria Frederica
Hernani Torres – Le Fileuse
Luís de Freitas Branco- Prelúdios
Tomás Borba – Folha de Álbum
Sérgio Azevedo - Bicharada op.26
Ludus op.29 - nºs 4, 5, 7, 9, 12, 14.
Nível Médio
António Vitorino de Almeida: Prelúdios nº 1, 3, 5
António Fragoso: Prelúdios nº2, 3, 4, 5, 6.
Armando José Fernandes: Prelúdios 2, 3, 4.
Cláudio Carneiro: Pavana – Minuete.
Fernando Correia de Oliveira - Estudo VII (dos "Estudos de Pequena Virtuosidade") (ed. Parnaso, Porto)
Francisco Lacerda: Papillons.
Frederico de Freitas: Dança para Piano.
Ciranda (ed. Schott)
Jorge Cronner de Vasconcellos: Três Tocatas a Carlos Seixas.
Scherzo
Luiz Costa: Roda o Vento nas Searas, Conto de Fadas, Prelúdio 2, 5, 7.
Cachoeiras da Serra (ed.Sassetti)
Luiz de Freitas Branco: Duas Danças, Prelúdios 1, 4, 7, 9, 11.
Óscar da Silva: Imagens opus 6 nº1 e nº 2 (perfazem uma obra).
Rey Colaço: Canção do Mondego, Fado nº 6, Canto Flamengo.
Sérgio Azevedo: 5 Peças Rústicas, 5 Retratos, IVa Sonatina Piccola.
Viana da Mota: Cenas Portuguesas- Chula, Valsa Caprichosa.
Nível Superior
António Vitorino de Almeida: Sonatina nº1, Tema e Variações op.1, Prelúdios nº9, 11 e 12 (os três perfazem uma obra).
António Fragoso: Prelúdios nº 1 e nº 7 (perfazem uma obra).
Armando José Fernandes: Cinco Prelúdios (perfazem uma obra).
Berta Alves de Sousa - Três Prelúdios (ed. Fermata, Porto)
Cláudio Carneiro: Jogos Florais.
Eduardo Patriarca - Três Mantras e Meditação (ed.AVA)
Filipe Pires - Três Bagatelas 0p.1
- Partita
Filipe de Sousa: Sonatina nº 1, Sonatina nº 2.
Francisco Lacerda: Sonatina.
João Pedro Oliveira - Pirâmides de Cristal (ed.Câmara de Matosinhos/Oficina Musical)
Jorge Cronner de Vasconcellos: Partita.
Jorge Peixinho: In folio. Para Constança.
Luís de Freitas Branco: Mirage ( as duas perfazem uma obra), Prelúdios (dos 15 dedicados a Viana da Mota), nº 2, 3, 5 e 6 (perfazem uma obra) e nº 8, 10 e 12 (perfazem uma obra).
Maria de Lurdes Martins: Grotesca.
Óscar da Silva: Imagem opus 6 nº 3, 4 e 5 (perfazem uma obra).
Viana da Mota: Cenas Portuguesas- Cantiga de Amor, Balada, Chula.
Sergio Azevedo: 24 Bagatelas.
9. Das obras a concurso
A organização poderá facultar as obras que o concorrente pretende apresentar a concurso, nas seguintes condições:
. Mediante a inscrição prévia no concurso;
. Mediante o envio de cheque no valor de 25 euros, acompanhado do título das obras que o aluno pretende apresentar no concurso. Neste caso, o valor entregue não será devolvido caso o interessado não concretize a inscrição.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Serão com Eurico Carrapatoso e Lopes-Graça
Inicio dos anos noventa. Eurico Carrapatoso e Lopes-Graça conversam à lareira da Casa da Arroteia de António de Sousa. Um longo serão de conversa em que também participou o Carlos Barata, fotógrafo de serviço. Eurico substituiu Lopes-Graça na Academia de Amadores de Música e o compositor tomarense fez questão de servir de cicerone na visita à sua cidade natal, num fim-de-semana onde a "música conversada" esteve sempre presente. Anos mais tarde, Eurico Carrapatoso ganhava o 1º Prémio do Concurso Composição Lopes-Graça de Tomar.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Funcionamento da Casa Memória
A Casa Memória Lopes-Graça situada na casa natal do compositor,na Rua Dr. Joaquim Jacinto nº 25, doada pelo seu último proprietário Rui Costa à autarquia, passa a estar aberta de Segunda a Sábado, das 10H00 ao 12H30 e das 14h00 às 18H00.
Nos dias de hoje, qualquer visitante tem à sua disposição a exposição “A Divina Arte em tempo de mudança a qual, partindo do conceito defendido pelo próprio Lopes-Graça de que “a obra de arte é resultado da equação entre o artista e o seu meio”, pretende constituir uma primeira abordagem à vida musical tomarense nas duas primeiras décadas do século XX, período de juventude do então jovem compositor, através da amostragem de algum do espólio ali já reunido.
Nela se encontram fotografias ampliadas da Tuna Comercial e Industrial bem como da Serenata Tomarenses, fotografias dos músicos tomarenses mais conhecidos da época, para além do repertório da Banda Regimental do R.I.15, bilhetes e programas do Teatro Nabantino entre numerosos objectos de onde se destaca o “bandolim da menina Rosa”, primeiro instrumento tocado pelo menino Fernando Lopes da Graça, instrumento evocado pelo compositor nas suas “Recordações em Dó Maior” e cedido para esta exposição por Carlos Alberto Fernandes (Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Tomar).
Para além desta exposição, qualquer visitante tem ainda à sua disposição a Obra Literária e algumas partituras (ainda em catalogação), para além dos próprios CD’s com a obra do compositor, tudo resultado das numerosas doações que a Casa-Memória tem registado.
Nos dias de hoje, qualquer visitante tem à sua disposição a exposição “A Divina Arte em tempo de mudança a qual, partindo do conceito defendido pelo próprio Lopes-Graça de que “a obra de arte é resultado da equação entre o artista e o seu meio”, pretende constituir uma primeira abordagem à vida musical tomarense nas duas primeiras décadas do século XX, período de juventude do então jovem compositor, através da amostragem de algum do espólio ali já reunido.
Nela se encontram fotografias ampliadas da Tuna Comercial e Industrial bem como da Serenata Tomarenses, fotografias dos músicos tomarenses mais conhecidos da época, para além do repertório da Banda Regimental do R.I.15, bilhetes e programas do Teatro Nabantino entre numerosos objectos de onde se destaca o “bandolim da menina Rosa”, primeiro instrumento tocado pelo menino Fernando Lopes da Graça, instrumento evocado pelo compositor nas suas “Recordações em Dó Maior” e cedido para esta exposição por Carlos Alberto Fernandes (Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Tomar).
Para além desta exposição, qualquer visitante tem ainda à sua disposição a Obra Literária e algumas partituras (ainda em catalogação), para além dos próprios CD’s com a obra do compositor, tudo resultado das numerosas doações que a Casa-Memória tem registado.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
In memoriam de Augusto e Aquiles Mota-Lima
Inserida na programação da “Evocação de Lopes-Graça em Dezembro de 2009” tem lugar, no auditório Lopes-Graça (Canto-Firme), no Sábado 5 de Dezembro, pelas 17h00, a audição comentada da Sonatina nº 1 e do Pequeno Tríptico, duas obras para violino e piano de Lopes-Graça. A execução das duas obras estará a cargo do Duo Dópio, ficando a incumbência da sua apresentação e análise para António de Sousa.
Esta sessão é direccionada para alunos de música da Cidade e aberta ao público em geral. As obras referidas serão apresentadas à noite (21H30), no Auditório Cartaxo da Fonseca, no programa de concerto do duo Dópio, inserido na programação do Ciclo de Música Cantar Natal.
Esta duas obras de Lopes-Graça têm na sombra a memória de Augusto Mota-Lima, um dos três irmãos com importância determinante na formação para a música do compositor tomarense ao introduzi-lo, desde muito novo, nos seus serões musicais.
A Sonatina nº1, composta em 1931, é a 10ª obra (opus 10) do catálogo de Fernando Lopes-Graça. È uma obra da modernidade musical da época, numa linguagem expressionista baseada num cromatismo livre, com um elevado grau de dificuldade, tanto para o violino como para o piano.
A obra foi revista em 1951 e tem expressa uma dedicatória a Augusto da Mota-Lima.
Essa dedicatória é justificada por, durante muitos anos, Lopes-Graça ter sido o acompanhador preferido de Augusto Mota-Lima, com quem actuou, frequentemente, durante toda a década de vinte nos mais variados concertos e audições de beneficência realizados em Tomar. O nome de Augusto Mota-Lima na partitura é sinal que o compositor quis assim perpetuar tal recordação e colaboração.
Tudo indica que, Augusto da Mota-Lima nunca terá tocado em público a Sonatina que lhe foi dedicada.
O Pequeno Tríptico tem a data de 1961, ano em que Lopes-Graça adoece chegando a estar internado e, em comum com a Sonatina, tem de novo a sombra de Augusto Mota – Lima.
De facto, em 1960, nas duplas comemorações – Henriquinas e da Fundação de Tomar, Aquiles da Mota-Lima foi um dos responsáveis pela parte cultural das mesmas, tendo querido organizar um concerto só com música de Lopes-Graça.
Sobre a não realização desse concerto já dissemos o que nos aprouve sobre o assunto no post anterior.
A 10 de Março desse ano e dentro da correspondência trocada com vista à realização de tal concerto, Aquiles insinua por carta ao compositor que, para tal concerto se você tivesse uma peça para o meu irmão Augusto tocar, que não fosse muito transcendente...
A insinuação do amigo foi ordem para o compositor, como se pode concluir da leitura de uma outra carta arquivada no mesmo processo em que, com a data de 28 de Março, Augusto Mota-Lima acusa a recepção de uma música de Lopes-Graça dizendo que a vou trabalhar como melhor interesse para ver se consigo que o compositor não se arrependa de ma ter confiado. Augusto da Mota-Lima estava então já um pouco doente, não podendo dar muitas horas de atenção ao violino e, só assim se explica o pedido de Aquiles de uma obra “não muito transcendente” para o irmão, assim como os receios do mesmo ao afirmar “a ver se consigo”...
A 24 de Abril, depois de se saber que já não haveria concerto, Augusto Mota Lima escreve a Lopes-Graça agradecendo a impressionante gentileza de ter escrito o seu tríptico com prejuízo dos seus afazeres e até das exigências do seu talento para que eu pudesse colaborar no concerto.
Por aqui ficamos a saber que o Pequeno Tríptico para Violino e Piano terá sido a obra não muito trascendente solicitada por Aquiles para seu irmão para o tal concerto que, acabou por também não ser executada por Augusto no violino e Fernando no Piano.
Não deixa de ser interessante que, passado meio século, num Auditório com o nome do compositor tomarense se ouçam as duas obras em causa, bem representativas do catálago do compositor, numa evocação não só do compositor do Requiem pelas Vítmias do Fascismo em Portugal como do seu tutelar amigo, Augusto da Mota-Lima, saudoso e importante violinista tomarense.
Trata-se de mais uma pequena estória de vida em torno de Fernando Lopes-Graça, o mais representativo compositor português do século XX onde, mais uma vez, o o local e o universal se tocam e confundem.
Esta duas obras de Lopes-Graça têm na sombra a memória de Augusto Mota-Lima, um dos três irmãos com importância determinante na formação para a música do compositor tomarense ao introduzi-lo, desde muito novo, nos seus serões musicais.
A Sonatina nº1, composta em 1931, é a 10ª obra (opus 10) do catálogo de Fernando Lopes-Graça. È uma obra da modernidade musical da época, numa linguagem expressionista baseada num cromatismo livre, com um elevado grau de dificuldade, tanto para o violino como para o piano.
A obra foi revista em 1951 e tem expressa uma dedicatória a Augusto da Mota-Lima.
Essa dedicatória é justificada por, durante muitos anos, Lopes-Graça ter sido o acompanhador preferido de Augusto Mota-Lima, com quem actuou, frequentemente, durante toda a década de vinte nos mais variados concertos e audições de beneficência realizados em Tomar. O nome de Augusto Mota-Lima na partitura é sinal que o compositor quis assim perpetuar tal recordação e colaboração.
Tudo indica que, Augusto da Mota-Lima nunca terá tocado em público a Sonatina que lhe foi dedicada.
O Pequeno Tríptico tem a data de 1961, ano em que Lopes-Graça adoece chegando a estar internado e, em comum com a Sonatina, tem de novo a sombra de Augusto Mota – Lima.
De facto, em 1960, nas duplas comemorações – Henriquinas e da Fundação de Tomar, Aquiles da Mota-Lima foi um dos responsáveis pela parte cultural das mesmas, tendo querido organizar um concerto só com música de Lopes-Graça.
Sobre a não realização desse concerto já dissemos o que nos aprouve sobre o assunto no post anterior.
A 10 de Março desse ano e dentro da correspondência trocada com vista à realização de tal concerto, Aquiles insinua por carta ao compositor que, para tal concerto se você tivesse uma peça para o meu irmão Augusto tocar, que não fosse muito transcendente...
A insinuação do amigo foi ordem para o compositor, como se pode concluir da leitura de uma outra carta arquivada no mesmo processo em que, com a data de 28 de Março, Augusto Mota-Lima acusa a recepção de uma música de Lopes-Graça dizendo que a vou trabalhar como melhor interesse para ver se consigo que o compositor não se arrependa de ma ter confiado. Augusto da Mota-Lima estava então já um pouco doente, não podendo dar muitas horas de atenção ao violino e, só assim se explica o pedido de Aquiles de uma obra “não muito transcendente” para o irmão, assim como os receios do mesmo ao afirmar “a ver se consigo”...
A 24 de Abril, depois de se saber que já não haveria concerto, Augusto Mota Lima escreve a Lopes-Graça agradecendo a impressionante gentileza de ter escrito o seu tríptico com prejuízo dos seus afazeres e até das exigências do seu talento para que eu pudesse colaborar no concerto.
Por aqui ficamos a saber que o Pequeno Tríptico para Violino e Piano terá sido a obra não muito trascendente solicitada por Aquiles para seu irmão para o tal concerto que, acabou por também não ser executada por Augusto no violino e Fernando no Piano.
Não deixa de ser interessante que, passado meio século, num Auditório com o nome do compositor tomarense se ouçam as duas obras em causa, bem representativas do catálago do compositor, numa evocação não só do compositor do Requiem pelas Vítmias do Fascismo em Portugal como do seu tutelar amigo, Augusto da Mota-Lima, saudoso e importante violinista tomarense.
Trata-se de mais uma pequena estória de vida em torno de Fernando Lopes-Graça, o mais representativo compositor português do século XX onde, mais uma vez, o o local e o universal se tocam e confundem.
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