segunda-feira, 4 de junho de 2012


AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA (Canto-Firme)-18horas
Recital de Piano
Regina Normanha Martins

Iª Parte

Domenico Scarlatti (1685-1857)
Duas Sonatas

Frederico de Freitas (1902-1980)
   O Livro de Maria Frederica

     Bom Dia

     A Quintaninha

     Boa Noite

     A Valsa de Schumann

     Os Pulos da Ximbica

     Chipilin Faz Ó Ó

     Saltar a Corda

     O Burrinho Trabalhador

     O Burrinho Mandrião

     A Tia Alice

     Poppy

     Tocam as “Pretinhas”

     Carroussel

     Giroflé-Flé-Flá

     A Canção do Moinho

     O Soldado Pimpão

     Branca de Neve

     O Pobrezinho

     Barquinho à Vela

     Pepita

     Mimi

     Tediberre

     A Carolina

     Dança da Mofina Mendes

     Passeio da Manhã

     O Relógiio

     Mãos Cruzadas

     Tambor e Corneta

     Caixinha de Música

     A Girafa

     Teimosia

     A Primeira Nuvem

     Bons Dias Sr. Bach

     Mamita

     A Cão e o Gato

     Marcha dos Brinquedos



IIª Parte



Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

  As Três Marias

     Alnitah

     Alnilan

     Mintika



Frutuoso Viana (1896-1976)

   Sete Miniaturas

    Canto Infantil

    Dança de Negros

    Canto de Negros

    Canto do Trabalho

    Dança Caipira

    O Pregão

    Tanguinho



Francisco Mignone (1897-1986)

   Sonata nº 1 (1941)

     Moderato

     Andantino quase Allegretto -Molto agitato – Allegretto

     Moderato







Concerto de Piano por José Eduardo Martins

Auditório da Biblioteca Municipal, 11 de Junho, 21h30



José Eduardo Martins, pianista brasileiro de renome, iniciou os seus estudos musicais com o professor russo José Kiass tendo trabalhado mais tarde em Paris, com Marguerite Long e Jean Doyen.

Foi precisamente durante a sua estadia em Paris que conheceu e manteve contactos com Fernando Lopes-Graça de quem se tornou amigo e admirador.

Nos últimos anos, a convite da Casa Memória Lopes-Graça esteve várias vezes em Tomar, realizando concertos em que apresentou primeiras audições de obras do compositor tomarense,  como foi o caso de “Cosmorama” e de “Canto de Amor e de Morte (versão para piano)”.

Neste seu regresso a Tomar, além do concerto realizará, em simultâneo,  o lançamento de dois CD’s gravados na Bélgica onde estão incluídas as obras estreadas na cidade de Tomar.

O Concerto que o pianista realizará, no Auditório da Biblioteca municipal a 11 de Junho, pelas 21H30, está integrado nas comemorações do ano Portugal/ Brasil e consta de um programa que  confronta compositores portugueses e brasileiros, dois do século XX (Francisco Mignone - Lopes-Graça) e dois do século XXI, Francisco do Nascimento e Eurico Carrapatoso, sendo que deste último compositor será  estreada uma peça - Missa sem palavras (2012) 1ª audição  (Cinco Estudos Litúrgicos para Piano).

Como pianista, José Eduardo Martins realizou vários ciclos com as integrais de Debussy, Rameau, Mussorgsky e Francisco Lacerda tendo 18 Cd’s gravados na Bélgica, Bulgária e Portugal.  

            Como musicólogo é autor de diversos livros de música tendo realizado, paralelamente,  edições críticas das obras do compositor romântico brasileiro Henrique Oswald (1852-1931), por ele redescoberto.

            José Eduardo Martins é Doctor Honoris Causa pela Universidade Constantin Brancusi da Romênia e Acadêmico Honorário da Academia Brasileira de Música. Recebeu a Ordem do Rio Branco e, na Bélgica  de Sua Majestade Alberto II, Rei dos Belgas,  a comenda “Officier das Lórdre de la Couronne”.

            Para além de continuar a sua actividade de pianista é Professor jubilado da Universidade de São Paulo,  onde dirigiu o Departamento de Comunicações e Artes.

            Será assim um concerto de um elevado interesse e nível artístico aquele que será proporcionado ao público tomarense no Auditório da Biblioteca Municipal com entradas livres.   

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Conferência de José Eduardo Martins - O intérprete face às opções de execução.

Direccionado aos alunos dos Cursos Profissionais de Instrumentistas de Sopros e Percussão e de Cordas e Teclas da Escola de Mùsica CantoFirme e Secundária Jacome Ratton, vai-se realizar na Terça-Feira,12 de Julho,  pelas 14h30, na Escola de Música Canto-Firme  uma conferência onde o pianista e musicólogo brasileiro José Eduardo Martins  abordará o processo de criação musical a partir das Sonatas de Seixas, expondo uma teoria sobre a agógica do compositor conimbricense como base para a interpretação até  aos problemas colocados na  abordagem da partitura para piano do Canto de Amor e de Morte, obra maíscula de lopes-Graça,  enquanto  obra que o próprio compositor manteve inédita em vida. As duas obras que terão sido executadas de véspera no Concerto que o pianista brasileiro realizará no Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar servirão assim como ponto de partida para uma abordagem à permanente problemática em que é colocado o  intérprete face às opções de execução.  Dado o interesse desta conferência poderão aceitar-se mais algumas  inscrições (número muito limitado), até ao dia 8 de junho,  alargando assim esta oportunidade a possíveis e merecedores  interessados,  através do telefone 249314251  










           



           



Ano Brasil/Portugal - Concertos de Piano



11 de Junho – 21h30 - Auditório da Biblioteca Municipal

Concerto de piano - José Eduardo Martins –

obras de Fernando Lopes-Graça(1906-1994); Francisco Mignone (1897-1986);  João Francisco Nascimento (1957  ) e Eurico Carrapatoso (1962)- 

1ºAudição Missa sem palavras Cinco Estudos Litúrgicos para Piano- (2012) 1ª audição;



12 de Junho – 18h00- Auditório Fernando lopes-Graça (Canto-Firme)

Concerto de piano - Regina Normanha Martins

obras de Domenico Sacralatti; Frederico de Freitas;Heitor Villa Lobos; Frutuoso VIana;  Francisco Mignone (1897-1986); 
1ºAudição Missa sem palavras Cinco Estudos Litúrgicos para Piano- (2012) 1ª audição;
Lançamento do álbum de CDs com obras fundamentais de Fernando Lopes-Graça:

(Iº) Música de Piano para Crianças e Cosmorame;

(IIº) Canto de Amor e de Morte e Músicas Fúnebres (integral).

José Eduardo Martins com o Selo: PortugalSom. 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Nova doação de livros, discos e fotografias

Oferecido por Rui Martins, filho de Pedro Freitas Martins e de Virgínia Frazão, que durante décadas foram coralistas do Coro da Academia de Amadores de Música e amigos de Lopes-Graça, está em processo de catalogação um valioso espólio material representativo da obra de Lopes-Graça.
Moradores em Oeiras, e portanto habitantes próximos da Vivenda El Mi Paraíso, o convívio regular entre o casal de coralistas e o compositor estendeu-se muito para lá dos ensaios ao longo de décadas. O espólio agora recolhido é disso testemunho constando de mais de meia centena de livros do compositor, grande parte deles com dedicatórias personalizadas nos quais se inclueme e variadas primeiras edições, mais de uma dezena de livros de música coral, dezenas de albuns em vinil para além de CD's com a obra musical de Lopes-Graça, algumas entrevistas gravadas do compositor e dezenas de fotografias onde se devem destacar um pequena série com de originais com o músico caboverdeano travadinha.
Este é o segundo espólio oferecido à Casa memória lopes-Graça por coralistas do Coro da Academia, uma vez que a Casa Memória já tem em acesso público o espólio de Américo e Eugénia Brito que logo na abertura da Casa fizeram doação de um enorme, diversificado e valioso espólio documental.
A Casa Memória Lopes-Graça vê assim reforçado o seu acervo documental e alargado o leque daqueles que para ele têm contribuído.

sábado, 19 de novembro de 2011

Reabertura da Casa Memória Lopes-Graça

Tudo leva a crer que a Casa Memória voltará a abrir as portas ao público e, sobretudo, recomeçará as suas actividades entretanto interrompidas. Para já aguardam-se melhores notícias...

domingo, 6 de novembro de 2011

Concerto de José Eduardo Martins, 17 de Novembro, 21h30 Auditório Lopes-Graça

José Eduardo Martins, é um compositor brasileiro que já realizou duas estreias absolutas de música de Fernando Lopes-Graça (Cosmorama e Canto de Amor e Morte), em concertos organizados pela Casa Memória Lopes-Graça .
Foi precisamente na sua última apresentação que ficou agendado o seu regresso com uma obra a escrever por Eurico Carrapatoso, compositor que foi o vencedor do I Prémio - Fernando Lopes-Graça de Composição.
Sucedeu o pianista Brasileiro ter sido convidado pela Universidade de Coimbra para o lançamento de um livro “Apontamentos sobre a música portuguesa” de sua autoria para se aproveitar a ocasião para formular o convite para o tal recital prometido.
O referido recital, a realizar no Auditório Lopes-Graça, local escolhido pelo compositor, será
constituído por música de piano de dois compositores franceses e de dois compositores portugueses.
Todas as peças do programa têm como sub-título “peças para divertir as crianças do compositor” e foram escritassão de dois compositores.
de finais do século XIX e início do século XX, o português Francisco Lacerda e o francês Claude Debussy contemporâneos entre si.
O interessante deste programa é que José Eduardo Martins acrescentou duas estreias de duas
outras obras sobre o mesmo título de dois compositores do final do século XX e inícios do século XXI, uma do compositor Francês, François Servenière (*1961) e outra do compositor português Eurico Carrapatoso (*1962), este último vencedor do Premio Fernando Lopes-Graça de Composição.
A obra a estrear de Eurico Carraposo é baseada em poesias de de Violeta Figueiredo e o pianista lerá a poesia correspondente a cada peça da obra.
Nas “ Trente six Histoires...” de Francisco Laçerda, serão apresentados 36 Datashow preparados pelo Prof.Dr. José Maria Pedrosa Cardoso sobre desenhos de Luca Vitali.
A Organização deste recital conta com a colaboração dos alunos de 10ºano dos Cursos Profissionais de Instrumentista de Sopros e Percussão, Cordas e Teclas Da Canto-Firme.
Este recital será o primeiro do Ciclo “Cantar Natal e as entradas são livres.

Casa Memória Lopes-Graça fechada ao público

Pois é verdade. Com a redução de pessoal da Câmara Municipal de Tomar, uma das vítimas imediatas foi a Casa Memória Lopes-Graça que perdeu a sua funcionário Célia. Há muito que se sabia que isto poderia vir a acontecer. Há meses que se procuram soluções mas até agora não há nada previsto. Em causa está um acervo documental constituído por milhares de documentos, a organização do Concurso Lopes-Graça disciplina de piano, a divulgação da obra do compositor, a colaboração com instituições académicas e o serviço de educação junto do Ensino Genérico Básico. Pela minha parte, há meses que enviei propostas de solução solicitando um diálogo com o Vereador tutelar. Até agora não há resposta. Espero que, brevemente, se descubra pelo menos a vontade de encontrar uma solução.
O (ainda) Coordenador Cientifico da Casa Memória Lopes-Graça.
Antóno de Sousa

sábado, 1 de janeiro de 2011

Lopes-Graça numa Festa dos Tabuleiros - II



Lopes- Graça nos anos sessenta à porta de sua casa, durante uma Festa dos Tabuleiros. Esta fotografia foi tirada pelo seu amigo João Coimbra, o qual que lhe pediu para lhe indicar a casa onde tinha nascido. Este facto singelo prendia-se com a intenção já então existente entre os seus amigos de assinalar com uma placa a ligação daquela que hoje é a Casa Memória com a figura do compositor. Lopes-Graça viu o cortejo de uma das janelas do "Club Tomarense" por inteferência do próprio João Coimbra junto da direcção daquela associação. Esta fotografia foi tirada na mesma altura que uma outra que se encontra plasmada no vidro da porta de entrada da Casa Memória.

Lopes-Graça na Festa dos Tabuleiros



Lopes-Graça com António Cartaxo da Fonseca, amigo de infância, nascido na mesma Rua e companheiro sempre próximo, uma vez que viveu em Linda - a Velha. António Cartaxo da Fonseca, bibliógrafo que doou milhares de livros à Biblioteca Municipal que hoje, ostenta o seu nome. Trta-se de uma fotografia da Festa dos Tabuleiros de 1985, no dia dia do Grande Cortejo na Praça da República, no mesmo dia em que, no Convento de Cristo, se realizou um Festival de Música Polifónica com a 1ª audição do Avisamento, obra coral a 12 vozes sob texto de Luis de Camões dirigida pelo próprio compositor e interpretada pelo Coro da Academia de Amadores de Música; Choral Phydellius; Grupo Coral de Queluz e Coro Canto-Firme. Por curiosidade registe-se que, na fila de traz se encontra Isabel Murta (recentemente falecida), esposa do então Presidente da Câmara Amândio Murta.

Recital de canto e piano 33 Canções Populares Portuguesas

Cine-Teatro Paraíso: 28 de Fevereiro às 21 horas.

Pianista: Jaime Mota
Cantores: Margarida Reis
Job Tomé.

Cine-Teatro Paraíso: 21 horas.

Concerto integrado nas comemorações do dia da fundação da cidade.

Concerto interactivo com Aquela Nuvem e outra

Cine-Teatro Paraíso, Tomar, 28 de Fevereiro, Segunda-Feira, sessão às 11 horas;
sessão às 16H00 (sujeito a acertos…);
iniciativa integrada nas comemorações do Dia da Cidade.
Público Alvo: Alunos do 2º Ciclo
Organização: Casa Memória Lopes-Graça


A Casa Memória Lopes-Graça vai organizar um concerto com o pianista Jaime Mota e a cantora Beatriz Cunha, para apresentação da obra poética “Aquela Nuvem e outras”, leitura recomendada para o 2º Ciclo do Ensino Básico, da autoria de Eugénio de Andrade que Lopes-Graça musicou.

“Aquela Nuvem e outras” é uma colectânea de vinte e dois textos poéticos, conjunto de temáticas próximas do universo rural, com a presença de personagens e ambientes característicos, escrito num estilo muito próximo da oralidade e da tradição popular, dirigido preferencialmente a um público infantil.

Lopes-Graça musicou todos estes textos numa linguagem musical simples, para uma voz com acompanhamento de piano, criando uma envolvência sonora com um recorte estético contemporâneo, que suporta e reforça as próprias palavras e ambiência que descrevem.

A duração da obra (cerca de 25 minutos) para os níveis etários propostos, pressupõe uma sensibilização, exploração e mesmo conhecimento dos textos, que possibilite um concerto em inter-acção e partilha com os próprios alunos – espectadores.

Assim, com a colaboração das escolas da cidade espera-se desenvolver as seguintes actividades:

- Leitura expressiva, individual, de um ou vários textos.
- Leitura expressiva, em grupo, de um ou vários textos.
- Dramatização de um ou vários textos.
- Representação plástica de alguns dos textos.
- Entoação de alguma das melodias de Lopes-Graça
- Outras leituras fruto da imaginação e criatividade dos intervenientes…

Os trabalhos, ou alguns deles, poderão vir a ser apresentados no palco do Cine-Teatro numa “primeira parte” do concerto, alcançando-se assim a inter-acção em torno da obra referida.

Haverá uma sessão de manhã e outra de tarde, no Cine-Teatro Paraíso pelo que. é suposto cada participação das Escolas ser específica e apontada a uma das sessões.
Esta actividade é incluída nas comemorações do Dia da Cidade.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Silvas de investigações musicológicas tomarenses

[ Um dos objectivos da Casa Memória é divulgar factos musicais que de alguma forma se possam ajudar a um melhor conhecimento sobre o compositor tomarense ]

A primeira noticia sobre um Mestre Capella na Santa Casa da Misericórdia de Tomar data de 1818 e versa a situação de doença crónica de Frei João da Silva (livro 113) o qual por esse motivo seria substituído nas suas obrigações e nos seus impedimentos por Frei Nuno Cláudio da Costa Lopes que, continuando ainda a acumular com o cargo de capelão da Capela de Feliciana Gertrudes Rita Suzana, passava a ganhar metade do ordenado de Frei João Silva enquanto aquele fosse vivo mesmo que impedido para a função.

Em 20 de Julho de 1820 existe ainda uma referência à renovação do contrato de Padre Capelão, Mestre da Capella e empregado desta Casa a respeito do mesmo Frei João da Silva (pág. 5 do Livro de despesas) com quem se estabeleceram as seguintes condições contratuais:

Primeiro: Aprontar a Missa de Nossa Senhora, todos os Sábados, que de ora em diante deverá, sem falência, ser cantada na forma do costume, às oito e meia horas de 21 de Março até 21 de Setembro, às 9 e nunca deverão ser menos de três Padres à estante.

Segundo: Aprontar às tardes da Quaresma, sempre que haja sermão, com eloquente música de vozes e bem aquela decência que o acto pede.

Terceira: Acertar e aprontar a competente música de Vozes para os nove dias de Novena e no dia da Procissão dos Passos também com a possível decência aprontando a música mesmo para instrumental no caso da Meza lho ordenar, entendendo-se que aos músicos de instrumental fica a Meza obrigada a pagar-lhes e ao Mestre Capela pertence falar-lhes como lhe for ordenado.

Quarta: Aprontar em Quinta-Feira Santa a missa cantada e a procissão à noute com a sua competente música.

Quinta: finalmente assistir à Festa da Visitação a Santa Isabel, quando a Meza queira fazer algum arranjo da música ser obrigação sua fazê-lo ficando a receber em dinheiro pago em quantia e de vinte reis e de alqueires de trigo pago na ocasião e isto anualmente.

Segundo o Livro dos Compromissos da Misericórdia, a Santa Casa da Misericórdia de Tomar tinha de ter um Mestre Capela que (artº 109 do 4º), para além das obrigações já citadas tinha de assistir a todas as festividades ordinárias e extraordinárias, que se fizerem na Capella, preparando a música necessária e falando aos músicos que a executam.

Em 1833, já era Mestre da Capella o Padre Nuno Cláudio da Costa, que assim passou a ganhar de ordenado em dinheiro 20$000 tendo 20 Alqueires de Trigo, soma e porção que se irá manter durante todos os registos conhecidos de outros Mestres Capela ao longo do século XIX.
.
O Mestre Capela seria ainda obrigado a fazer arranjos da música quando solicitado pela Meza.
Dos dados assim recolhidos pode-se desde já registar que todos os Sábados se realizava música litúrgica durante uma missa cantada, com pelo menos três padres à estante, isto é, padres a cantar por partitura, que na quaresma se realizava ainda música de vozes, isto é, música coral e que por vezes se fazia música mesmo para instrumental, escrita propositadamente para o efeito e cujos músicos eram contratados pelo Mestre Capela.

São assim claras as referências a música coral polifónica e a música coral-sinfónica durante o século XIX na Santa Casa da Misericórdia de Tomar.

Para além de todas estas suas obrigações, o Mestre Capella tinha de assistir a todas as festividades ordinárias e extraordinárias que se fizerem na Capella, preparando a música necessária e falando aos músicos que a executam.

Da Capela, no sentido de organização musical, existe referência ao material presente no Coro Alto da Igreja da Capela da Misericórdia, no qual surge uma importante alusão, em 1846, à existência de um órgão colocado no coro o qual veio do extinto Convento de Cristo.

Trata-se do órgão positivo que neste momento (2010) se encontra há uma série de anos para restauro e que, afinal, não é outro senão o positivo amplamente referenciado noutros escritos acerca da Charola do Convento de Cristo.

Para além do órgão registe-se ainda a existência de um banco de encosto pintado d’azulado em bom uso, duas estantes para cantochão para além de várias estantes para músicos.

Dos Mestres-Capela da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, para além de Frei João da Silva e do Padre Nuno Cláudio da Costa, há que referenciar como talvez o mais importante o Padre Afonso Vito de Lima Velho, a merecer tratamento específico no futuro. António de Sousa


aniversário de lopes-graça - "As sete lembranças para Vieira da Silva"

Um quinteto de sopros constituído pelos jovens Ricardo Alves - flauta, Joel Vaz - oboé, Filipe Pereira - clarinete, Gonçalo Pereira - fagote e Tiago Leal - Trompa realizaram, no próprio dia de aniversário do Lopes-Graça, a apresentação da obra "Sete lembranças para Vieira da Silva". O local escolhido foi o próprio palco do Cine-Teatro Paraíso, em respeito pelo caracter intimista da obra. O público, cerca de meia centena, ocupou todo o espaço que lhe era reservado. O concerto teve uma obra de Gustav Holst como introdução, a que se seguiu a apresentação das "Sete Lembranças para Vieira da Silva" por António de Sousa, numa perspectiva de enriquecimento da própria audição da obra que se seguiu. Assim, fez-se a contextualização sócio-comunicativa da lingugem utilizada descrevendo-se algumas das posições de Lopes-Graça sobre as novas correntes músicais do século XX, descreveu-se a linguagem atonalista enquadrada na 2ª Escola de Viena para, finalmente, se realizar a análise estrutural da partitura e respectivas técnicas de composição utilizadas, enriquecida com exemplos musicais fornecidos por fragmentos o propostos da obra, executados pelo próprio quinteto como auxiliares do discurso analítico. Seguiu-se a interpretação integral, de muito bom nível, das "Sete Lembranças para Vieira da Silva" pelo jovem (o que é de realçar...) quinteto. O ano passado foram apresentadas e analisadas, pelo mesmo processo, obras para violino e piano. Segundo as opiniões recolhidas trata-se de um modelo interessante e vivo de divulgação pedagógica da obra do compositor tomarense que se pretende continuar. O concerto terminou com a apresentação de uma pequena obra deum outro aluno de Luís de Freitas Branco (tal como o próprio Lopes-Graça) - Joly Braga Santos.

Balanço de mais um aniversário de lopes-Graça "Música ao entardecer"

Finalmente! Conseguiu-se uma audição de piano na Casa Memória Lopes-Graça. Tentou-se que fossem três as audições a ocupar a Casa Memória durante a semana com alunos e encarregados de Educação das Escolas de Música da Cidade mas só uma se conseguiu, na Quinta-Feira dia 16 de Dezembro. Digamos que já foi muito bom. Foram algumas as dezenas de pessoas que assim visitaram a Casa Memória pela primeira vez, entre alunos, suas familias e amigos e deu gozo ver o ar nervoso dos (muito) jovens pianistas da classe da Professora Gláucia Leal, a sentirem o peso de tocarem na casa onde nasceu um dos maiores génios da música portuguesa. Por aquilo que escreveram no livro dos visitantes gostaram! Esperemos agora que voltem. Breve publicaremos as fotografias.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Evocação de Lopes-Graça no seu Aniversário (2011)


“Lopes-Graça em Viena” na Casa Memória Lopes-Graça
Quinta – Feira, 16, 21h30

“Lopes-Graça em Viena” é o título de um das dezenas de programas de Televisão da série “A Música e o Silêncio” da autoria de António Vitorino de Almeida.
António Vitorino de almeida, sabendo que Lopes-Graça se encontrava em Belgrado propõe-lhe um salto a Viena, cidade que sabia Lopes-Graça nunca ter visitado.
O Programa acaba por ser uma visita guiada por Viena pelo então adido cultural da embaixada portuguesa aos locais mais emblemáticos dos compositores românticos que ali viveram. Visitam-se casas, jardins, estátuas, teatros e salas de concertos onde existem referências a Bruckner, Schubert, Brahms, Haydn, Mozart, Beethoven e Schoenberg e onde se ouvem dois dos maiores vultos da música portuguesa do século XX a conversarem sobre Portugal, Música portuguesa e europeia.
Na evocação a Lopes-Graça e por gentileza dos arquivos da RTP, pretende-se no conforto da Casa-Memória Lopes-Graça (boas cadeiras e ar condicionado…) visionar este programa contextualizando algumas das opiniões apresentadas no filme em ambiente de tertúlia e serão.
Será no dia 16 de Dezembro (Quinta-Feira), pelas 21h30 e as entradas serão livres.

Quinteto de Sopros
Cine-Teatro Paraíso, 17 de Dezembro, 21h30

Nas obras de Lopes-Graça dos anos 60, vários são os exemplos do afloramento dos limites do universo tonal.
Na sequência das 14 Anotações para quarteto de cordas, Lopes Graça escreve duas obras para quinteto de sopros (Flauta, Oboé, Clarinete, Trompa e Fagote) – “O túmulo de Villa Lobos” e “Sete lembranças para Vieira da Silva”, cuja orientação se mantém voltada para uma certa neutralização de tonalidade através da pequenas estruturas, seguindo de perto a linguagem da Segunda Escola de Viena.
Ao contrário do anunciado e por razões que não vêm ao caso, será “Sete lembranças para Vieira da Silva” a obra a apresentar, numa primeira vez enquadrada e analisada por pequenos excertos que possam contribuir para a audição mais consciente, que se lhe segue, na sua apresentação integral.
As “Sete lembranças para Vieira da Silva” é uma obra escrita em 1966 que teve a sua primeira audição em 1971, na Academia de Amadores de Música.
Obra intimista, com elevado grau de dificuldade de execução, será apresentada no palco do Cine-Teatro Paraíso, no dia 17 de Dezembro, data do aniversário do compositor, pelas 21h30, por um quinteto de sopros especialmente formado para esta efeito. A entrada é livre.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Repertório da Banda Regimental do R.I 15. 1913-1923 A música que Lopes-Graça ouviu



No Coreto da Várzea Pequena, em Tomar, às Quintas e Domingos, apresentava-se aos tomarenses a Banda Regimental numa programação publicada semanalmente na imprensa local.
Os Lopes da Graça como as crianças da época, não perdiam nenhum concerto aproveitando o ambiente de festa que o "passeio público" lhes proporcionava. Entre 1913 e 1923 era Maestro da Banda Regimental do R.I. 15 o Maestro tenente António Rocha, militar natural do Norte do País que assentou praça em Viana do Castelo tendo mais tarde ingressado na Banda da Guarda Nacional Republicana de que foi Sub- Chefe em 1912. Esteve em Tomar até final de carreira, indo mais tarde para Lisboa onde viria a falecer em 1935. Foi também este tenente Rocha quem pôs Lopes-Graça, enquanto aluno da Escola Primária, a cantar pela primeira vez em Coro. Nas Recordações em Dó Maior o compositor recorda todas estas vivências.
Na Exposição "A Divina Arte em tempo de mudança" presente na Casa Memória colocou-se um apanhado das principais obras do romantismo europeu que a refirida Banda apresentou ao longo dos anos e que Lopes-Graça ouviu com toda a certeza, a saber:

Jules Massenet (1822-1844): Werther, Scènes Navarraise, Le Roi de Lahore; Scène Pittoresque; Le Cid; Parade Militaire

Giacomo Meyerbeer (1791 -1864): Marche aux Flambeaux,
Gioachino Rossini (1835-1868): Abertura de Guizalhem Tell; Abertura do Barbeiro de Sevilha
Saint-Saens (1835-1921): Sanson et Dalilla

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Abertura de Egmont; Abertura de Prometheus; 3ªSinfonia
Richard Wagner (1813-1883): Abertura do Navio Fantasma; Abertura do Tannhauser; Abertura do Rienzi; Selecção da Walkirie; Trechos de Lohengrin; Trechos de Tannhauser:

Giuseppi Verdi (1813-1901) : Aberturas do Rigoleto, Abertura da Traviata; Abertura da Aida; Un Ballo in Maschera;
Giacomo Puccine (1858-1924) Tosca; Boheme

R. Leoncallo (1858-1919) : Os Palhaços

Franz Liszt (1811-1886) : 2ª Rapsodia Húngara

Modest Mussorsky (1839-1881): Boris Gudunov

Johannes Brhams (1833-1897): Danças Hùngaras nº 5 e 6

Bernhard Weber (1740-1816): Invitation a la Valse

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Evocação de Lopes-Graça no seu aniversário


Evocação no Aniversário de Lopes – Graça

A 14, 15 e 16 - 18 horas - Música ao entardecer - Audições públicas de piano por classes das Escolas de Música da cidade na Casa Memória.

Quinta-16 “Lopes-Graça em Viena” Apresentação comentada de um programa de Televisão “A Música e o Silêncio” de 1978, de António Vitorino de Almeida na Casa Memória

Sexta 17 - 21h30 - Concerto de Quinteto de Sopros com a presentação da obra “O túmulo de Villa Lobos” – analisada e comentada por António de Sousa - Cine-Teatro Paraíso


A data do nascimento de Lopes-Graça, 17 de Dezembro, será sempre ocasião para evocação da sua obra na Casa onde habita a memória do compositor e tomarense.
Este ano, as actividades de evocação de Fernando Lopes-Graça serão essencialmente centradas na casa da Rua Joaquim Jacinto, nº25.
Em primeiro lugar, ao longo da semana com a actividade “Música ao entardecer”, desafio a jovens pianistas tomarenses para fruição do instrumento que ali se encontra ao seu serviço fomentando, em simultâneo, a presença de colegas, amigos e familiares em lugar tão musicalmente telúrico.
Na Quinta-Feira, à noite, realiza-se (pela segunda vez em Tomar) a apresentação comentada de um pequeno filme com a primeira visita que Lopes-Graça realizou a Viena de Áustria (1978), com Vitorino de Almeida como cicerone, onde percorrem e comentam locais e casas ligadas à história da música ocidental.
Á noite, no Cine-Teatro Paraíso, será a vez da apresentação de um concerto com um quinteto de sopros onde será apresentada uma obra de Lopes-Graça para aquela formação, analisada e apresentada em fragmentos previamente, antes da sua audição integral em concerto.
A Casa – Memória, tal como o Cine-Paraíso têm ar-condicionado e as entradas são livres.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tocar piano na Casa Memória Lopes-Graça


No primeiro andar da Casa Memória Lopes-Graça, na Rua Dr. Joaquim Jacinto, existe um pequeno piano acústico de estudo. Fernando Lopes-Graça foi, ele próprio, emérito pianista fazendo por isso todo o sentido que na casa que pretende honrar e valorizar a sua memória, habite um espécime do seu instrumento musical de trabalho.

Consultando o livro de registos de visitas da Casa Memória, pode-se verificar que visitantes das mais variadas partes ali deixam registado a emoção sentida ao tocarem piano, segundo as suas possibilidades, num local tão telúrico e emblemático como a casa que viu nascer o grande compositor e intelectual português.

Seria bom que também os tomarenses, desde professores a alunos de piano, pianistas amadores e outros, no horário de funcionamento da Casa Memória dessem vida sonora ao instrumento que (também) se encontra à sua disposição, quer para estudo regular, quer para simplesmente fruir do prazer de fazer música na casa que viu nascer um dos maiores pianistas e compositores portugueses do século passado.

Para além deste piano, recorde-se que qualquer pianista ou melómano interessado também poderá encontrar um já vasto acervo de partituras de piano, não só do compositor tomarense, como de alguma da literatura universal pianística

Paralelamente, poder-se-á consultar um vasto acervo de fotografias de Tomar e do compositor, ouvir música, ler livros e revistas ou consultar outra documentação em torno da vida e obra de Fernando Lopes-Graça.
Assim se pretende, não só honrar a memória do compositor tomarense, como contribuir para uma progressiva revitalização do centro histórico.





segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eurico Carrapatoso na Casa Memória de Lopes-Graça

Estou na Casa Memória. Estou emocionado. Fernando Lopes-Graça, o meu cicerone de Tomar e da minha própria mundividência, "Tem qualquer coisa de mastro, tem qualquer coisa de sal, saber que existe sossega. Tal como no mar, o farol, espanta que seja real."
Eurico Carrapatoso.
No dia 23 de Maio, antes do concerto de José Eduardo Martins.